O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS/HU Brasil) realizou cirurgias de enucleação prostática com laser de alta potência em pacientes diagnosticados com hiperplasia prostática benigna (HPB), nos dias 3 e 4 de julho.
Ao todo, cinco pacientes foram submetidos ao procedimento cirúrgico, indicado em casos de obstrução urinária associada ao aumento da próstata. Os pacientes estavam em acompanhamento especializado e apresentavam sintomas importantes do trato urinário inferior, em alguns casos com necessidade prévia de uso de sonda vesical.
A hiperplasia prostática benigna é uma condição caracterizada pelo aumento não maligno da próstata, comum em homens adultos, especialmente a partir dos 40 anos. Esse crescimento ocorre de forma progressiva e pode comprimir a uretra, canal responsável pela saída da urina, dificultando o fluxo urinário.
Entre os principais sintomas estão jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção, aumento da frequência urinária, urgência para urinar, necessidade de acordar várias vezes à noite para urinar e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Em casos mais avançados, pode ocorrer retenção urinária.
As causas da doença ainda não são totalmente esclarecidas, mas estão associadas a fatores como envelhecimento, alterações hormonais, predisposição genética e histórico familiar.
A enucleação prostática com laser de alta potência é uma técnica minimamente invasiva realizada por via endoscópica. O procedimento consiste na remoção do tecido prostático responsável pela obstrução, promovendo a desobstrução do fluxo urinário e a melhora dos sintomas urinários.
De acordo com o urologista do Humap, Dr. João Juveniz, a técnica apresenta vantagens importantes no tratamento da condição.
“A enucleação prostática com laser de alta potência é uma alternativa cirúrgica segura e eficaz para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. Por ser realizada por via endoscópica, geralmente está associada a menor sangramento, recuperação mais rápida e menor tempo de uso de sonda vesical, além de possibilitar a retirada completa do tecido obstrutivo”, explica o médico.
O tratamento da hiperplasia prostática benigna pode variar conforme a gravidade dos sintomas, podendo incluir acompanhamento clínico, uso de medicamentos ou abordagem cirúrgica. Em situações em que há complicações como retenção urinária persistente, infecções urinárias recorrentes ou falha do tratamento medicamentoso, a cirurgia pode ser indicada.
As cirurgias realizadas integram o atendimento assistencial do serviço de Urologia do HU Brasil, conforme avaliação médica e indicação clínica individualizada.




