Vereador Francisco critica precariedade das ruas

Nanny Sene – Durante a sessão ordinária desta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Veterinário Francisco (União Brasil) utilizou a tribuna para fazer um alerta contundente sobre as condições das vias públicas da capital. Com uma comparação inusitada e carregada de ironia, o parlamentar buscou chamar a atenção do Poder Executivo para o que classifica como um “descaso crônico” com a infraestrutura urbana.

Em seu discurso, Francisco comparou a malha viária de diversos bairros à superfície da Lua. O foco principal da crítica foi o bairro Coophasul, região onde o parlamentar reside há mais de quatro décadas e que, segundo ele, atravessa um de seus piores momentos em termos de conservação.

“Recentemente, eu disse que o homem foi à Lua, mas não chegou a tocar o solo lunar. Hoje, faço um convite à população campo-grandense: se quiserem sentir a experiência real de como é pisar ou dirigir no solo lunar, visitem o bairro Coophasul, onde moro há 45 anos”, afirmou o vereador, referindo-se à profundidade e à quantidade de crateras nas ruas.

A “Legião dos Esquecidos”– Para o parlamentar, o problema não é isolado, mas sim um sintoma de um cenário de abandono que atinge periferias e bairros tradicionais. Ele cunhou o termo “legião dos esquecidos” para descrever os moradores de regiões que, apesar de pagarem seus impostos, não recebem o retorno em investimentos básicos.

“Infelizmente, a realidade é dura. Falta atenção, falta cuidado e, principalmente, falta planejamento em infraestrutura. O que vemos são paliativos que não resistem à primeira chuva, perpetuando um ciclo de desperdício de dinheiro público e frustração da comunidade”, ressaltou.

Riscos e Impactos Sociais – Além da estética e do desconforto, Veterinário Francisco destacou que a precariedade das vias é uma questão de segurança pública. O parlamentar pontuou que os buracos são causas diretas de acidentes envolvendo motociclistas, danos materiais graves em veículos de passeio e riscos de quedas para pedestres, especialmente idosos e pessoas com deficiência.

Em tom crítico e sarcástico, ele sugeriu que a sinalização da cidade deveria ser honesta com os visitantes. “Não é exagero dizer que, em breve, teremos que colocar placas na entrada da cidade avisando: ‘Cuidado, você está entrando no solo lunar’”, ironizou, reforçando a urgência de uma força-tarefa por parte da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Pressão por Respostas – A fala do vereador repercutiu no plenário e reacendeu o debate sobre o cronograma de recapeamento da capital. O parlamentar finalizou reiterando que continuará cobrando o Executivo Municipal de forma incisiva, exigindo que o cronograma de obras saia do papel e chegue, de fato, aos bairros mais castigados.

O pronunciamento reflete o aumento da pressão popular sobre a Câmara Municipal para que os problemas de mobilidade e segurança viária sejam tratados como prioridade absoluta na agenda política de Campo Grande.


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