Celebrado em 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho chama a atenção para a importância da triagem neonatal, exame fundamental para identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas, congênitas e infecciosas ainda nos primeiros dias de vida do bebê. Realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o procedimento é obrigatório e pode evitar sequelas graves, além de garantir mais qualidade de vida às crianças diagnosticadas precocemente.
O exame é feito a partir da coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, depositadas em papel filtro e encaminhadas para análise laboratorial. O período ideal para realização é entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, fase em que o teste apresenta maior eficácia para detectar possíveis alterações.
De acordo com a técnica de enfermagem do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), Camila Renata dos Santos Galvão Benítez, o exame é essencial para possibilitar o início imediato do tratamento, muitas vezes antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
“Por meio do teste do pezinho é possível detectar precocemente doenças como anemia falciforme, fibrose cística e hipotireoidismo congênito, entre outras. Quando identificadas logo no início da vida, conseguimos iniciar o tratamento adequado precocemente, aumentando significativamente as chances de desenvolvimento saudável da criança”, explica.
Ela destaca ainda que o exame integra o Programa Nacional de Triagem Neonatal e representa uma importante política pública de prevenção em saúde infantil. “O teste é garantido por lei e realizado gratuitamente pelo SUS para todos os bebês. É um exame simples, rápido e extremamente importante para evitar complicações futuras e até salvar vidas”, ressalta Camila.
Inicialmente, o teste do pezinho realizado pelo SUS rastreava seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Com a ampliação prevista pela Lei nº 14.154/2021, o exame passou a incorporar gradualmente a triagem de até 50 doenças raras e condições genéticas.
Segundo especialistas, muitas das doenças identificadas pelo teste não apresentam sintomas no período neonatal, mas podem comprometer gravemente o desenvolvimento físico e intelectual da criança se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.
A campanha do Dia Nacional do Teste do Pezinho busca conscientizar pais e responsáveis sobre a necessidade de realizar o exame dentro do prazo recomendado e reforçar a importância do acompanhamento médico após a coleta, especialmente nos casos em que há necessidade de confirmação diagnóstica e início do tratamento.




