Suspeito de estuprar criança em creche já abusou do próprio filho

professor suspeito de estuprar uma criança de 2 anos e sete meses em uma creche no interior de Mato Grosso do Sul já foi preso por abusar do próprio filho, há mais de dez anos.

Midiamax – O estupro teria ocorrido em 2012, mas foi denunciado somente em 2013, pois o suspeito alegou que o filho estava mentindo e não teria como provar o crime por meio de laudo. Após a denúncia, ele foi preso, mas atualmente está em liberdade.

Na época, a mãe ouviu o filho chorando enquanto o suspeito dava banho nele, ocasião em que a porta estava trancada. Então, ela forçou a porta para abrir e pegou o filho no colo.

Já no quarto, a mulher questionou o que havia ocorrido, já que não era a primeira vez que o menino chorava quando o pai lhe dava banho. O menino revelou à mãe que o próprio pai teria abusado dele durante o banho.

À polícia, a mãe do menino explicou que o suspeito sempre dizia que o filho não queria tomar banho e, por isso, chorava constantemente. Além disso, sempre que o homem chegava embriagado, ele queria dar banho na criança e já levava a vítima para o banheiro.

Homem negou abuso e disse que filho estava mentindo

O suspeito foi questionado pela mulher, mas negou e alegou que o filho estava mentindo, acrescentando que não teria como provar o abuso sexual por meio de laudo. A mulher ficou com medo de não conseguir provar o crime e expor o filho, então preferiu não denunciar naquele momento.

A mãe ainda revelou à polícia que o suspeito teria passado a sondar a filha dela enquanto a menina estava no quarto. Por isso, a menina não queria mais dormir sozinha em casa e, quando a mãe se ausentava, dormia na residência de outro parente.

Denúncia recente de estupro em creche

Segundo o boletim de ocorrência, a descoberta aconteceu enquanto a criança estava tomando banho e reclamou de dores nas partes íntimas. “Mamãe, está doendo muito…”, teria dito a vítima.

Na ocasião, a mãe suspeitou que fosse uma assadura, mas, como as queixas continuaram, ela questionou se alguém havia tocado a filha. A criança negou, mas ficou em silêncio por alguns instantes e foi questionada novamente pela mãe.

Assim, a criança revelou que o professor havia tocado em suas partes íntimas. À polícia, a mãe explicou que a menina estuda na mesma escola em que ela trabalha. Diante disso, ela levou a criança até a casa da diretora da escola, que também constatou vermelhidão nas partes íntimas.

Professor teria sido flagrado deitado ao lado da criança

Logo, a diretora e a mãe da criança entraram em contato com a professora responsável pela sala de aula da filha e questionaram se a criança havia ficado sozinha com o professor em algum momento. Então, a professora explicou que deu apenas a primeira aula e que a auxiliar ficou todo o período na sala.

A auxiliar, por sua vez, disse que o professor não ficou sozinho com a criança, mas, durante o período de repouso dos alunos, ele teria se deitado ao lado da vítima. Ela alegou não ter presenciado nada de anormal, por estar prestando cuidados a outra criança na sala.

Posteriormente, a mãe levou a filha ao hospital, e um médico constatou indícios de estupro; contudo, orientou que a mulher procurasse a polícia para fazer um exame pericial.

Após a denúncia na polícia, a prefeitura municipal instaurou inquérito administrativo disciplinar para apurar a situação e designou servidores para integrarem a CPAD (Comissão de Procedimento Administrativo Disciplinar).

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