O desenvolvimento de Mato Grosso do Sul passa por investimentos estratégicos em infraestrutura. À frente do Governo do Estado entre 2015 e 2022, Reinaldo Azambuja priorizou a ampliação e a recuperação da malha rodoviária e entregou mais de 1,2 mil quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas. Um trabalho que ele quer dar continuidade no Senado defendendo investimentos nos corredores logísticos e a ampliação dos modais de transporte.
Um dos exemplos foi a pavimentação da MS-338, entre Ribas do Rio Pardo e Camapuã, um sonho do pai do produtor rural Luciano Borges, que mora há 40 anos na região e acompanhou de perto a transformação provocada pela chegada do asfalto.
“Meu pai acompanhou a transformação dessa região. Desde quando aqui era um cerrado, só tinha um trieiro (caminho estreito, trilha), como a gente falava. Depois se transformou em estrada e veio a pavimentação. Meu pai não conseguiu ver, era um sonho dele, e a gente está vivendo essa realidade”, contou.
Antes do asfalto, o deslocamento pela região podia levar mais de duas horas e meia. Em períodos de chuva, as dificuldades eram ainda maiores, com caminhões chegando a permanecer dois dias parados na estrada à espera de condições para seguir viagem.
“Tem regiões em que a gente chegou a ficar com o caminhão dois dias na fila para poder escoar a produção. Sem falar no escoamento da pecuária. Os caminhões boiadeiros sofriam muito para transitar aqui. Havia muita quebra nos animais e perda no rendimento de carcaça porque não havia condições de trafegar na região. Com a pavimentação, isso mudou muito para a gente”, relatou.
Além da abertura de novos trechos, a gestão de Reinaldo também investiu na recuperação de rodovias que já estavam com o pavimento deteriorado quando assumiu o Governo. Um dos exemplos é a MS-436, em Camapuã, onde o comerciante Juvenil Sapinho mantém um estabelecimento às margens da rodovia. Morador da região há quase 50 anos, ele recorda que as condições da estrada haviam reduzido o movimento e prejudicado o comércio local.
“A rodovia estava acabada, esburacada, judiada e abandonada. Aqui estava inviável de passar. Quando você não quebrava, tinha um acidente. Então, as carretas não passavam mais. Hoje o fluxo de carga é muito grande. Para nós do comércio é muito bom”, afirmou.
Além da MS-338 e da MS-436, a gestão estadual promoveu a abertura e a pavimentação de importantes corredores logísticos, incluindo trechos das rodovias MS-156, MS-447, MS-382, MS-320, MS-165 e MS-276, entre outras que abrangem os mais de 1,2 mil quilômetros de rodovias estaduais asfaltadas no governo Reinaldo.
Em entrevista à rádio Massa FM, de Campo Grande, nesta segunda-feira (14), Reinaldo, candidato ao Senado Federal, defendeu uma atuação forte no Congresso Nacional para ampliar os investimentos em infraestrutura e logística e, dessa forma, aumentar a competitividade de Mato Grosso do Sul. Segundo o candidato, a atuação em Brasília deverá ter como foco a articulação para tirar do papel projetos estruturantes que dependem do Governo Federal.
Para Reinaldo (PL 222), a pavimentação e a recuperação das rodovias continuam sendo importantes, mas o Estado precisa avançar na diversificação da matriz de transportes, com a retomada da malha ferroviária, o fortalecimento das hidrovias e a conclusão de grandes obras rodoviárias.
Entre os projetos citados está a conexão ferroviária entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, além dos trechos que ligam Três Lagoas a Campo Grande, Campo Grande a Corumbá e a conexão com Ponta Porã. Na avaliação de Reinaldo, a retomada da ferrovia permitirá integrar diferentes modais de transporte e reduzir os custos de logística para o setor produtivo. “Voltar à ferrovia é o caminho para a gente voltar a ter competitividade”, disse.
O candidato também defendeu o aproveitamento de alternativas hidroviárias, como a hidrovia do Rio Paraná, integrada pelo canal de Pereira Barreto e pelo Rio Tietê. A proposta é ampliar a conexão entre rodovias, ferrovias e hidrovias para formar corredores logísticos mais eficientes e reduzir a dependência do transporte rodoviário.
Na Costa Leste, região que concentra grandes investimentos da cadeia de celulose, Reinaldo citou a duplicação da BR-262 e a pavimentação de rodovias estaduais como obras importantes para melhorar o escoamento da produção. Também apontou a necessidade de avançar em projetos estruturantes, como a conclusão da UFN3, em Três Lagoas, para ampliar a capacidade industrial do Estado.
A proposta apresentada por Reinaldo é dar continuidade aos investimentos em infraestrutura, mas ampliar a estratégia logística do Estado, integrando diferentes modais para reduzir custos, facilitar o escoamento da produção e criar condições para a chegada de novos investimentos e indústrias.
“No Senado, pode ter certeza: eu vou lutar muito pela retomada da ferrovia e pela viabilidade desses corredores logísticos, que são importantes para o desenvolvimento da Costa Leste e, claro, para o potencial do Mato Grosso do Sul como um Estado competitivo nas questões de transporte e produção”, concluiu.



