Reinaldo e produtores do Assentamento Santa Mônica firmam compromisso

O candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL 222), levou aos produtores e produtoras do Assentamento Santa Mônica, em Terenos, a experiência de quem ajudou a fundar, há 22 anos, ao lado do governador Eduardo Riedel (PP 11), candidato à reeleição, a Cooperativa Serra de Maracaju (Coopsem).

Na oportunidade, ele também afirmou que as demandas das comunidades serão o ponto de partida do seu trabalho em Brasília. “As demandas são de vocês. Vocês que vão elencar o que é prioritário: é equipamento? É obra física? O que é prioritário aqui no Santa Mônica e em tantos outros assentamentos?”, disse.

No encontro com dezenas de agricultores familiares, organizados pela cooperativa local, a Cooplaf – Cooperativa Mista Agrícola, ele defendeu esse caminho, o cooperativismo, como ferramenta para reduzir custos, ganhar escala e melhorar a renda de quem vive do campo.

“Eu ajudei a criar essa cooperativa (Coopsem) porque comprava os insumos sozinho e vendia sozinho, sem escala e sem tamanho para comprar. Hoje conseguimos reduzir os custos, porque compramos direto das indústrias, das multinacionais, todos os insumos que usamos na agricultura e parte da pecuária, e vendemos o produto junto”, disse Reinaldo, que é produtor rural em Maracaju. “Em vez de vender 1.000 sacos de milho, você vende 100.000. Em vez de comprar 100 litros de um produto, você compra 1.000 litros. Reduzimos o custo e conseguimos nos organizar.”

A Coopsem nasceu com 53 cooperados e reúne hoje 143 associados. “Cooperativismo a gente tem que exercitar, não se faz do dia para a noite. Você tem que acreditar no sistema. A gente acreditou e conseguiu montar uma cooperativa que deu resultado”, afirmou.

Na fala aos produtores, Reinaldo reforçou o peso da agricultura familiar para o país. “Hoje, 33% das riquezas produzidas no Brasil vêm do setor produtivo da agropecuária, do qual vocês fazem parte. Não diferenciamos a agricultura de grande escala da média e da pequena, porque todos são importantes na cadeia produtiva”, destacou. “São 29 milhões de empregos gerados por nós, que produzimos alimento, que exportamos e que fazemos a escala principalmente da cesta básica dos brasileiros e brasileiras.”

O candidato relembrou ainda as ações voltadas ao setor durante seus oito anos de governo. “Quando fui governador, com o Eduardo Riedel como secretário de governo, fizemos o maior volume de máquinas e equipamentos da história da agricultura familiar de Mato Grosso do Sul: quase 2.200 equipamentos entregues em oito anos, para os produtores e também para as aldeias indígenas”, contou, citando ainda o programa Prosolo, que distribuiu calcário para correção do solo. “Aqui na Santa Mônica é região de terra fértil, mas tem muito assentamento em terra que, se não corrigir, não produz.”

O encontro trouxe à tona também a memória da luta pela terra. Reinaldo reconheceu entre os presentes ‘Seo Ramão’, liderança do assentamento Urapuru, e lembrou quando, em 1997, como prefeito de Maracaju, participou da divisão dos lotes da Santa Guilhermina, vizinha do Urapuru. “A luta do assentamento é uma luta de muitos anos”, afirmou, ao defender parcerias e a organização coletiva como caminho para que as famílias sigam produzindo com dignidade.

COOPSEMA – A Cooperativa Agrícola Mista Serra de Maracaju – Coopsema, é uma das mais importantes do setor em Mato Grosso do Sul. Fundada em fevereiro de 2004, nasceu da união de grupos familiares — inicialmente 53 associados em 20 famílias — que se organizaram para comprar insumos no atacado e fugir dos altos custos do varejo, garantindo menor custo de produção.

Hoje, a cooperativa atende 143 cooperados, pautada por ética, profissionalismo, tecnologia e atendimento personalizado, sem abrir mão da responsabilidade social e ambiental.

Sua estrutura prioriza os grupos familiares, que representam seu valor fundamental, e seu objetivo é ampliar a competitividade dos negócios dos associados, fortalecendo a agricultura familiar e a produção de grãos na região de Maracaju.

PRIORIDADES – Reinaldo destacou que, hoje, senadores e deputados federais dispõem de recursos de emendas parlamentares que podem chegar não só a municípios e obras do governo estadual, mas também a cooperativas e associações, desde que devidamente documentado. “Quando fui deputado federal, não havia emenda impositiva, não havia recurso obrigatório. Hoje, um senador, um deputado federal ou uma senadora como a Tereza Cristina tem muitos recursos para destinar”, explicou.

Compartilhe:

Sobre Nós

Somos seu portal de notícias confiável e atualizado, trazendo as principais informações locais, nacionais e internacionais. Nossa equipe dedicada trabalha 24 horas por dia para oferecer jornalismo de qualidade, com credibilidade e imparcialidade.

© 2024 Todos Os Direitos Reservados – Gazeta Morena