O Brasil atravessa uma fase crítica, com endividamento público descontrolado e políticas econômicas que não geram crescimento, emprego nem renda. O alerta é do pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, que em entrevista a uma emissora de rádio de Campo Grande fez um diagnóstico preciso dos problemas nacionais e, mais importante, apontou o caminho de saída, com 5 medidas.
“Precisamos mudar esse quadro com urgência. Não adianta culpar fatores externos — as soluções existem e passam por decisões internas corajosas”, afirmou Reinaldo, que governou Mato Grosso do Sul por oito anos com reconhecida eficiência na gestão fiscal e nos resultados sociais.
Para o pré-candidato, a atual política de juros elevados sufoca o setor produtivo, inibe o consumo e desestimula o investimento. “Juros altos travam a economia. Precisamos de uma política monetária que dialogue com o crescimento, não apenas com o ajuste fiscal pelo lado mais dolorido”, explicou.
Reinaldo defende também que o agronegócio brasileiro deve ser tratado como prioridade estratégica, e não como alvo de aumentos de carga tributária e restrições. “Hoje, o agronegócio responde por 33% dos empregos no Brasil e é o setor que mais rapidamente reage a investimentos e políticas de estímulo. Potencializá-lo significa gerar emprego rápido, em todo o país”, destacou.
O pré-candidato ao Senado defende uma máquina pública federal mais enxuta e eficiente, com menos burocracia e mais capacidade de entrega. “O governo federal inchado gasta mal, investe pouco e burocratiza o que deveria ser simples. É preciso cortar na própria carne e fazer mais com menos”, afirmou.
Reinaldo defende a retomada das reformas que modernizam o Estado brasileiro — administrativa, tributária e política — como pilares para destravar o crescimento de longo prazo. “Reforma estruturante não é pauta de governo, é pauta de país. O Brasil não pode mais adiar decisões que garantam sustentabilidade fiscal e previsibilidade para quem investe e produz”, disse.
Um dos pontos mais enfáticos da entrevista foi a defesa da independência e dos limites entre os Poderes. “Hoje o Judiciário manda no Executivo e no Legislativo. Isso está errado! Cada poder no seu quadrado: o Executivo executa, o Legislativo legisla e fiscaliza, e o Judiciário julga quando há conflito. Sem essa clareza, não há estabilidade institucional”, afirmou Reinaldo.
O pré-candidato também manifestou profunda preocupação com o futuro dos municípios. Segundo ele, se não houver mudança na política do Governo Federal, prefeitos de Mato Grosso do Sul e de todo o Brasil continuarão indo a Brasília em busca de recursos para obras prioritárias e voltarão de mãos vazias. “O dinheiro está concentrado na União, mas a demanda está nos municípios, onde as pessoas moram. Enquanto não houver um novo pacto federativo que descentralize os recursos, prefeitos serão reféns de Brasília e a população ficará sem respostas”, alertou.




