Como médico, aprendi que ignorar um sintoma grave não cura a doença, apenas permite que ela avance. O caso Banco Master é a ponta do iceberg de uma República adoecida pela perigosa proximidade entre interesses privados e estruturas do Estado.
O relatório da Polícia Federal aponta encontros entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, mensagens enviadas às vésperas da prisão do banqueiro e a participação atribuída ao ministro na edição de um contrato de R$ 131 milhões firmado com o escritório de sua esposa. São indícios que exigem investigação, contraditório e transparência — jamais silêncio ou blindagem.
Cobrar apuração não é atacar o STF, mas defendê-lo. Nenhuma toga pode servir de salvo-conduto e nenhuma autoridade está acima da lei. É inadmissível falar em democracia impondo rigor aos adversários e complacência aos que orbitam o poder.
O governo Lula utiliza a democracia de maneira seletiva, enquanto o Senado se omite de seu dever constitucional. Diante de fatos tão graves, o silêncio deixa de ser prudência e passa a ameaçar a própria credibilidade das instituições.
Por isso, voltei a assinar o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. O Brasil tem solução, mas precisa rejeitar nas urnas esse projeto de poder e escolher representantes comprometidos com a verdade, a liberdade e a Constituição.
Nenhum homem é maior do que a República.
Dr. Luiz Ovando
Deputado Federal – PP/MS



