
O documentário de longa-metragem “Helena Meirelles: Som & Cor do Pantanal” revisita a trajetória de uma das mais singulares instrumentistas brasileiras e revela como uma mulher autodidata, enfrentando os preconceitos de seu tempo, transformou a viola em uma linguagem própria de liberdade, resistência e identidade cultural.
O filme reúne imagens de arquivo, registros musicais e depoimentos de familiares, músicos, pesquisadores, amigos e artistas influenciados pelo legado de Helena. A narrativa percorre sua infância, o aprendizado de ouvido, a vida na fronteira, o reconhecimento tardio e a permanência de sua música na memória de Mato Grosso do Sul.
“Dona Helena foi uma personalidade que não morreu. Está viva no coração e na memória do mundo”, afirma Joaquim Ferreira, filho da artista.
Para Lenilde Ramos, Helena representava uma força autêntica e impossível de reproduzir: “Helena é força. Helena é raiz. É o natural elevado à milionésima potência.”
O documentário também mostra como a memória da violeira continua presente nas ruas, na arte urbana e nas novas gerações de músicos. Como parte do projeto, foi criado um mural artístico em homenagem à artista e Jerry Espíndola compôs a música “Dona Helena”, criada especialmente para celebrar sua trajetória e seu legado.

“Helena Meirelles: Som & Cor do Pantanal” é um projeto integralmente contemplado pela Lei Paulo Gustavo, com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.



