Em sabatina conduzida pelo jornalista Brun/o Calegari, na noite desta segunda-feira (7 de setembro), o candidato ao Governo do Estado pela Coligação “Por um MS de Todos”, Fabio Trad, apresentou suas diretrizes para impulsionar o desenvolvimento regional. O postulante ao comando do Executivo destacou um programa estruturado para transformar Mato Grosso do Sul em uma referência em inteligência tecnológica para o agronegócio, além de propor mudanças profundas na gestão pública.
Trad enfatizou que sua gestão será pautada pelo alinhamento positivo com o produtor rural, pela inovação e pela estabilidade institucional. “Quero fazer um governo amigo do agro, um governo generoso com o agro, um governo que melhore o agro. O que nós entendemos? Que se o agro continuar sendo exportador de produtos primários, ele fica muito vulnerável às decisões externas”, pontuou.
Inovação, juventude e agtechs
O candidato defendeu a necessidade de diversificar a matriz econômica do estado por meio da industrialização e da tecnologia aplicada ao campo, conectando o setor produtivo com a formação da juventude sul-mato-grossense. “A minha grande ambição é, no meu governo, fazer com que Mato Grosso do Sul não seja apenas considerado um estado que exporte soja, celulose, carne, milho, suínos”, disse. “Eu quero um estado que exporte a inteligência tecnológica do agro. Para isso, nós temos que melhorar o ensino médio, nós temos que oferecer cursos técnico-profissionalizantes extremamente avançados. Eu quero uma juventude cerebral, não apenas muscular, para fazer o plantio apenas”
Pacificação fundiária
Ao abordar a questão dos conflitos de terra, Fabio Trad reiterou que o caminho para a resoluçã o definitiva passa pela negociação mediada pelo Governo Federal, garantindo compensação aos produtores e paz no campo. “Não vou admitir invasão, meu governo não admite invasão, porque a invasão é crime. Agora, tudo que for relacionado a conflito, nós vamos sentar para tentar pacificar e chamar a responsabilidade do governo federal para pagar quem de direito.”
Sobre os investimentos em infraestrutura e o impacto do Corredor Bioceânico nas cidades do interior do estado, Trad ressaltou que os municípios da faixa de fronteira precisam de preparo para reter as riquezas geradas pelo comércio internacional. “Nós não queremos uma Rota Bioceânica que faça com que essa cidade seja apenas um corredor. Tem que construir ao redor ou nelas indústrias, comércio, para que haja prosperidade econômica e a renda fique no estado de Mato Grosso do Sul e não vá embora para o Chile e aí vá lá para a China.”
Um novo modelo de gestão pública
Ao ser indagado sobre os motivos que devem levar o eleitor a escolher sua candidatura, Trad criticou o atual modelo de gestão estadual, afirmando que os avanços econômicos divulgados não têm chegado à mesa da população. “Se o atual modelo se esgotou… as mesmas precariedades das ruas de Campo Grande estão nas rodovias, nos hospitais, na educação, na segurança. Se Mato Grosso do Sul cresceu quatro vezes mais que o Brasil, o seu salário, a sua renda cresceu quatro vezes mais? Dependendo da tua resposta, nós temos condições de fazer um modelo diferente, mais humano, mais integrado.”, indicou.
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