Cultura, esporte e juventude integram programa de Eduardo Riedel

Plano de Eduardo Riedel liga apoio a atletas, economia criativa e ação comunitária a propostas de inclusão, interiorização e fortalecimento das identidades locais

Para uma criança ou um jovem, participar de uma atividade cultural ou esportiva pode significar muito mais do que ocupar o tempo livre. Pode ser a entrada em um espaço de convivência, o reconhecimento da própria história, a descoberta de um talento ou o início de uma trajetória que antes parecia distante. Em comunidades mais vulneráveis, essas experiências também podem fortalecer vínculos e aproximar oportunidades da vida cotidiana.

É a partir dessa dimensão humana que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, reúne cultura, esporte e juventude em uma mesma agenda de desenvolvimento. No Plano de Governo 2027–2030, essas áreas aparecem dentro da estratégia voltada à dignidade, à inclusão e à qualidade de vida, articuladas com educação, saúde, assistência social, cidadania e prevenção da violência.


A ideia é tratar cultura e esporte não como atividades periféricas, mas como caminhos para pertencimento, formação e desenvolvimento comunitário. Para Riedel, a próxima etapa deve ampliar o alcance dessas políticas, fazer programas e atividades chegarem a todas as regiões e criar conexões entre a valorização das identidades locais, a geração de renda e a abertura de oportunidades para diferentes públicos.

Pertencimento como política pública

Na cultura, Mato Grosso do Sul ampliou mecanismos de fomento, valorizou o patrimônio histórico e cultural e estimulou a economia criativa como instrumento de desenvolvimento regional. A gestão também passou a trabalhar com uma visão mais integrada da área, associando produção cultural, cidadania e fortalecimento das identidades locais a iniciativas dirigidas a comunidades em situação de maior vulnerabilidade social.

Essa leitura amplia o significado da política cultural. Preservar um patrimônio material ou imaterial não representa apenas conservar uma lembrança do passado. Também significa manter referências coletivas vivas, reconhecer modos de vida e criar condições para que artistas, produtores culturais, artesãos e empreendedores criativos participem da economia. O plano liga essa atividade ao turismo, ao cooperativismo e ao desenvolvimento territorial, numa tentativa de aproximar identidade e renda.

O setor do esporte foi alvo de investimentos em infraestrutura, fortalecimento de programas educacionais e de alto rendimento, expansão de ações voltadas à juventude e realização de eventos com projeção nacional. Um instrumento de inclusão social, qualidade de vida, formação cidadã e fortalecimento dos vínculos comunitários, alcançando desde a participação cotidiana até a preparação de atletas para competições de maior nível.

Um dos resultados está no fortalecimento do Bolsa Atleta e do Bolsa Técnico. A gestão criou categorias voltadas ao esporte universitário, master, técnico e aos ciclos olímpico, paralímpico e surdolímpico. Segundo o plano, atletas sul-mato-grossenses conquistaram três medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos Paralímpicos. O dado funciona como expressão mais visível de uma política que também pretende permitir a permanência de talentos no Estado.

Da formação ao alto rendimento

O próximo passo proposto por Riedel busca organizar o esporte como uma política para todas as fases da vida. A estratégia conecta esporte educacional, comunitário, universitário, de participação e de alto rendimento, evitando que cada etapa funcione de forma isolada. “O objetivo é formar uma trajetória na qual a prática iniciada na escola ou na comunidade possa continuar na universidade e, quando houver talento e condições, avançar para o rendimento esportivo”, explica o governador.

Para isso, o plano prevê manter o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico e ampliar iniciativas implantadas na atual gestão, como as bolsas pré-paraolímpica e pré-surdolímpica. Também propõe uma política estadual de desenvolvimento de talentos que vá além das bolsas, com um programa permanente de identificação, formação e acompanhamento de atletas. O apoio à participação de atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos aparece entre os compromissos do próximo ciclo.

A agenda inclui ainda a implantação e o fortalecimento de núcleos esportivos comunitários, com prioridade para territórios de maior vulnerabilidade social. Nesses locais, o esporte ganha uma função que ultrapassa a competição: torna-se parte das políticas de juventude, cultura e cidadania. O plano também pretende ampliar a participação de pessoas com deficiência, idosos, povos indígenas e outros grupos vulneráveis, levando o acesso ao esporte educacional e comunitário a todas as regiões do Estado.

Outro compromisso é viabilizar o pleno funcionamento do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão. O documento mantém abertas duas possibilidades: gestão própria ou parceria. Ao mesmo tempo, prevê expandir eventos esportivos como instrumentos de desenvolvimento regional, turismo e economia do esporte, além de capacitar de forma permanente gestores, profissionais e organizações da área. A proposta liga a estrutura esportiva tanto à formação humana quanto à movimentação econômica gerada por competições e eventos.

Cultura que preserva e gera renda

Na cultura, a iniciativa mais concreta para o próximo mandato é a restauração e modernização do Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, o Marco. A proposta se soma ao compromisso de preservar o patrimônio histórico, cultural e imaterial e ampliar o acesso às atividades culturais em todas as regiões. A interiorização aparece como condição para que a política não permaneça concentrada e alcance comunidades com diferentes tradições, repertórios e formas de expressão.

Riedel também propõe expandir os incentivos à economia criativa e fomentar novos mercados e públicos consumidores de cultura e conhecimento. O desenho inclui integração com o turismo, apoio ao artesanato, estímulo ao cooperativismo e fortalecimento de empreendimentos culturais comunitários. “A intenção é permitir que a cultura seja, ao mesmo tempo, expressão de identidade, experiência compartilhada e fonte de trabalho e renda para quem produz, organiza e faz circular bens culturais”, pontua o governador.

As culturas indígenas e as comunidades tradicionais ocupam um espaço específico nessa agenda. O plano prevê programas de valorização desses grupos e reforça a atuação intersetorial da cultura junto às demais políticas públicas. Em vez de restringir a área a eventos ou equipamentos, a proposta busca inseri-la em estratégias mais amplas de inclusão social e desenvolvimento comunitário, reconhecendo a diversidade cultural como parte do próprio desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.

O futuro começa nos territórios

A juventude atravessa essa política de forma transversal. Ela aparece na ampliação das atividades esportivas, na cultura, na cidadania, na identificação de talentos e na criação de núcleos comunitários. O sentido é construir caminhos contínuos: do primeiro contato com uma atividade ao acompanhamento, da participação ao aprimoramento e, em alguns casos, da formação ao alto rendimento ou à geração de renda na economia criativa.

O trabalho precisa ganhar escala, e o Plano de Governo coloca a interiorização, a ampliação do acesso e a integração entre políticas como prioridades do próximo ciclo. É nessa passagem entre o programa estadual e a comunidade, entre o equipamento cultural e o público, entre a quadra e a formação de um atleta, que a estratégia de Riedel pretende mostrar seus resultados mais concretos.

Para quem vive essas políticas, pertencimento não é uma palavra abstrata. Ele pode estar no patrimônio preservado, na cultura local valorizada, no artesanato que encontra mercado, no jovem que permanece treinando ou na comunidade que ganha um espaço de convivência. Entre 2027 e 2030, a proposta é fazer cultura e esporte alcançarem mais pessoas e territórios, para que desenvolvimento também possa ser reconhecido naquilo que une uma comunidade e abre perspectivas para o futuro.

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