Revisão da caderneta ajuda a prevenir doenças e ampliar a proteção contra outras infecções em todas as fases da vida
Ana Luiza -Manter a vacinação em dia é uma medida importante para prevenir doenças e também reduzir o risco de complicações e hospitalizações. Além da proteção contra infecções comuns, a imunização ajuda a evitar o retorno da circulação de doenças controladas, como o sarampo, que voltou a registrar casos no Brasil em 2026. Nesse sentido, a revisão da caderneta ajuda a identificar imunizações pendentes e a verificar quais são recomendadas para cada faixa etária e condição de saúde. No mês de outubro, em que celebramos o Dia Nacional da Vacinação, especialistas reforçam a importância desse cuidado na rotina.
Segundo a infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Sylvia Freire, a checagem regular permite identificar as pendências e manter a proteção contra doenças que podem ser prevenidas. “Manter a vacinação em dia é um cuidado que deve acompanhar todas as fases da vida. Por isso, é fundamental criar o hábito de revisar a carteira de vacinação e aproveitar cada oportunidade para atualizar as doses necessárias”, afirma.
Vacinas indicadas
A médica ressalta que a revisão da carteira de vacinação deve contemplar todos os imunizantes recomendados para cada faixa etária e condição de saúde. Entre eles, está a vacina contra a gripe (influenza), que deve ser administrada anualmente, já que sua composição é atualizada para acompanhar as mudanças nos vírus em circulação. “A vacinação reduz o risco de complicações, como pneumonias, e de hospitalizações, sendo especialmente importante para os grupos mais vulneráveis, entre eles crianças pequenas, idosos e gestantes”, afirma.
A vacina contra a covid-19 também merece atenção, de modo que as doses periódicas são recomendadas conforme a idade, as condições de saúde e as orientações vigentes para cada grupo, com o objetivo de reduzir o risco de formas graves da doença. Pacientes que fazem parte de grupos de risco , devem receber novas doses da vacina a cada 6 meses ou 1 ano, a depender da sua condição de saúde.
No que se refere a imunização contra o tétano, o reforço deve ser realizado a cada 10 anos, para aqueles com esquema primário completo. Adultos podem receber a vacina dT, que protege contra difteria e tétano, ou mesmo a vacina dTpa, com proteção adicional para coqueluche. Já durante a gravidez, a dTpa é recomendada em todas as gestações a partir da 20ª, para favorecer a transferência de anticorpos ao bebê e protegê-lo contra a coqueluche nos primeiros meses de vida.
A partir dos 50 anos, a imunização contra o herpes-zoster está indicada para reduzir o risco da doença e de suas complicações. É causada pela reativação do vírus da varicela, que permanece no organismo após a catapora e pode voltar a se manifestar com erupções na pele e dor. “Um dos principais desdobramentos é a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente mesmo após o desaparecimento das lesões”, explica a infectologista.
Já as vacinas pneumocócicas ajudam a prevenir infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e infecções na corrente sanguínea. Existem diferentes formulações atualmente disponíveis no Brasil, como VPC 10, VPC13, VPC15, VPC20 e VPP23, e a indicação de cada uma depende da idade, das condições clínicas e das doses recebidas anteriormente. A avaliação individualizada ajuda a definir o esquema mais adequado para cada pessoa.
Ainda, no contexto epidemiológico atual, cabe mencionar a imunização contra o sarampo. As doses da vacina tríplice viral também protegem contra caxumba e rubéola, e a recomendação é conferir o histórico vacinal e buscar orientação em uma unidade de saúde para completar o esquema, conforme a idade e as doses já recebidas.
“A imunização em massa ajuda a proteger tanto os indivíduos como aqueles que não podem se vacinar, como bebês muito novos ou pessoas com o sistema imunológico comprometido. Ainda, é importante em todas as fases da vida, ajudando a controlar a propagação de doenças infecciosas e reduzir a sobrecarga sobre o sistema de saúde”, completa Sylvia Freire.



