CORREIO DO POVO – Inicialmente, o magistrado havia marcado o pronunciamento para as 11h desta quinta. O tema não tinha sido revelado.
Moraes é um dos pivôs da crise institucional vivida pelo STF. Tudo começou após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal que detalha supostas mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes. No conteúdo, Vorcaro pede que haja uma intervenção junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A retirada do sigilo foi definida por André Mendonça. Em resposta, Moraes solicitou a abertura de investigação contra o colega no inquérito das Fake News, acusando-o de abuso de autoridade e imparcialidade.
O conflito entre os dois ministros acabou envolvendo outras instituições. André Mendonça foi um pouco mais longe e pediu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da Corporação, Leandro Almada.
Os servidores acabaram sendo reconduzidos aos cargos nessa quarta-feira por determinação do ministro Flávio Dino. No entanto, já no final do dia o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu as decisões dos colegas magistrados, além de impedir o trâmite da ação relatada por Mendonça que trata do tema.
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A decisão será submetida ao plenário no dia 15 de setembro, às 10h. Até lá, Rodrigues permanece no cargo. No despacho publicado nesta quarta-feira, Fachin destacou que os conflitos e “sobreposições processuais” configuram “grave lesão à ordem pública e à integridade do Supremo”.



