Juninho liga o alerta para jogo contra o Marrocos
Juninho Paulista é um dos nomes marcantes da conquista do pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira em 2002. Em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos, o ex-meio-campista avaliou o caminho da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 e ligou o sinal de alerta para a partida de estreia, contra o Marrocos, dia 13.
Juninho apontou o compromisso contra os africados como o mais complicado da equipe de Carlo Ancelotti na fase de grupos. Na avaliação do ex-jogador, o peso emocional do primeiro jogo costuma aumentar a pressão sobre os atletas.
“Na minha visão, tende a ser o primeiro jogo (partida contra o Marrocos). Eu acho que a estreia sempre traz um nervosismo a mais”, afirmou o campeão mundial, destacando a importância de iniciar a fase de grupos do torneio com um resultado positivo.
Além do fator emocional, Juninho também vê o Marrocos como o adversário mais forte da chave. “Teoricamente, o Marrocos é o adversário mais difícil nessa primeira fase. Eu acho que até pela experiência da última Copa, jogadores jogando em bons clubes europeus, eu acho que vai ser o maior desafio do Brasil.”
Grupo chamado por Ancelotti agrada Juninho
Para o ex-jogador, a lista de convocados da seleção apresentou equilíbrio, mesmo diante de alguns problemas físicos enfrentados por atletas importantes ao longo da temporada. Neymar não chegou nas melhores condições e Estêvão e Rodrygo não puderam ser convocados por estarem lesionados.
“Em relação à convocação, eu gostei bastante, acho que foi muito equilibrada. Tiveram jogadores importantes que se lesionaram e ele não pôde convocar, que com certeza estariam na convocação, mas eu gostei muito.”
Juninho também acredita que o principal desafio do novo treinador passa pela construção de uma equipe forte coletivamente em um curto espaço de tempo.
“Eu acho que tem que buscar fortalecer o coletivo, é isso que eu vejo ele tentando fazer. É só tendo um coletivo forte que se ganha uma Copa do Mundo.”
O que falta para o Brasil voltar a ser campeão do mundo?
Ao analisar a evolução do futebol desde a conquista de 2002, Juninho reconheceu o crescimento da intensidade física e da preparação dos atletas, mas acredita que o diferencial brasileiro continua sendo a capacidade técnica e a criatividade individual dos jogadores.
“Hoje a intensidade e o físico estão contando muito, mas você igualando nisso, sempre vai prevalecer a técnica, a individualidade, um contra um. Eu acho que é isso que a Seleção Brasileira precisa resgatar. A essência do futebol brasileiro é feita dessas improvisações, dessas jogadas que o adversário não está esperando.”
Juninho pela seleção brasileira
Campeão do mundo com a seleção em 2002, Juninho teve longa carreira com a camisa do Brasil. Estreou em 1995 e fez sua despedida em 2003, somando 53 partidas e cinco gols marcados. Além do título no Japão e na Coreia do Sul, venceu a Copa América e a Copa das Confederações pela seleção.
Provável titular do time que jogaria o Mundial em 1998, Juninho sofreu uma lesão que acabou o deixando muito tempo sem atuar. Por isso, Zagallo preferiu deixá-lo fora da lista de convocados. Quatro anos depois, convocado por Luiz Felipe Scolari, Juninho foi titular da seleção nas três partidas da fase de grupos e também nas oitavas de final contra a Bélgica. A partir das quartas, foi para o banco de reservas. Na final contra a Alemanha, entrou nos minutos finais da partida, vencida por 2 a 0.



