REELEIÇÃO:  Dr. Luiz Ovando aposta em coerência política

A CRÍTICA – Em campanha por um terceiro mandato na Câmara dos Deputados, o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) tenta combinar a identidade conservadora com uma defesa mais enfática do fortalecimento dos municípios de Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias, nesta segunda-feira (17) ele afirmou que entra na disputa de 2026 com maior reconhecimento do eleitorado e foco em liberdade, família, instituições e autonomia local.

Ao comparar a atual campanha com a primeira eleição vitoriosa, em 2018, Ovando disse que o principal diferencial está no conhecimento que o eleitor passou a ter sobre suas posições. O deputado afirmou que acumulou derrotas antes de chegar à Câmara e classificou esse período como “pedagógico”.

Dr. Luiz Ovando durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, nesta segunda-feira (17). (Foto: Williams Souza)

“As pessoas querem coerência, querem equilíbrio e querem confiar em alguém de quem possam dizer: eu sei como esse indivíduo procede, eu conheço o seu ponto de vista.”

Ovando também fez uma leitura do campo político ao qual pertence. O parlamentar se define como conservador e considera que a direita chega a 2026 com maior compreensão sobre a necessidade de concentração de forças, especialmente depois da derrota presidencial de 2022.

A direita começou a aprender que precisa juntar forças. Isso é física: força decomposta enfraquece; força composta fortalece e aponta numa determinada direção.”

Dr. Luiz Ovando durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias, nesta segunda-feira (17). (Foto: Williams Souza)

No balanço dos dois mandatos, Ovando afirmou ter destinado aproximadamente R$ 286 milhões, valor que disse estar próximo de R$ 287 milhões, para Mato Grosso do Sul. Segundo ele, saúde, infraestrutura, educação, assistência social, esporte e lazer estiveram entre as principais áreas contempladas.

“Os prefeitos pedem recursos para saúde, custeio e infraestrutura. Entram asfalto, esgoto, drenagem e necessidades básicas. Quando uma cidade recebe asfalto, o cidadão faz a calçada, melhora a casa e se sente mais valorizado.”

Apesar de apresentar os recursos como parte das entregas do mandato, Ovando voltou a questionar o sistema de emendas parlamentares. Ele disse que nunca foi totalmente favorável ao modelo, mas afirmou que continuará utilizando o mecanismo enquanto essa for a regra estabelecida.

“Eu nunca fui muito favorável à questão da emenda, mas essa é a regra. Tenho que seguir a regra e procurar designar bem os recursos.”

Essa crítica está ligada à mensagem de campanha “menos Brasília e mais Mato Grosso do Sul”, que Ovando ampliou durante a entrevista para “menos Brasília e mais as cidades”. Para ele, o modelo atual concentra recursos na União e cria dependência dos prefeitos em relação aos parlamentares.

“O município é concreto, é a cidade onde a gente mora, é o poder local. O que precisaríamos é deixar esse recurso no município e melhorar a infraestrutura administrativa das cidades.”

O deputado também defendeu maior flexibilidade na forma como regras nacionais alcançam as prefeituras, especialmente na saúde. Ele argumentou que critérios baseados apenas na população oficial não contemplam situações de municípios pequenos, cidades de fronteira ou locais com população flutuante elevada.

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