Íntegra – Na outra ponta estão os linfomas agressivos, que podem evoluir rapidamente e, por isso, exigem que o tratamento seja iniciado com mais agilidade. Isso, no entanto, não significa que sejam necessariamente mais difíceis de tratar. “Justamente por responderem bem ao tratamento, alguns tipos agressivos apresentam altas possibilidades de cura”, esclarece a médica.
A idade também é um fator importante. De modo geral, os linfomas se tornam mais frequentes com o envelhecimento, mas podem aparecer em pessoas de qualquer faixa etária.
Fique atento aos sinais – Um dos desafios dos linfomas é que os primeiros sinais podem ser discretos e facilmente confundidos com doenças mais comuns. Um exemplo é o surgimento de ínguas, ou seja, gânglios aumentados, principalmente no pescoço, nas axilas ou na virilha. Normalmente, elas não provocam dor.
Febre sem causa aparente, suor noturno intenso, cansaço persistente e perda de peso sem intenção também estão entre os sinais que merecem atenção.
Isso não significa, porém, que a presença desses sintomas seja sinônimo de linfoma. Eles podem aparecer em diversas outras condições. O sinal de alerta aumenta quando os sintomas persistem, quando os gânglios continuam crescendo ou quando vários deles aparecem ao mesmo tempo. “Quando há sintomas persistentes, é importante procurar avaliação médica para entender a causa”, orienta Gabriela.
A confirmação do linfoma depende de uma investigação médica. Quando existe suspeita, a biópsia de um tecido ou linfonodo é fundamental para identificar se há doença e, principalmente, qual é o tipo de linfoma. Essa informação é essencial para definir o tratamento mais adequado.
O tratamento varia de acordo com o tipo de linfoma, o estágio da doença e as características de cada paciente. Dependendo do caso, podem ser utilizadas estratégias como quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Entre as opções mais avançadas está a terapia com células CAR-T, que utiliza células do próprio sistema imunológico do paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e combater as células do câncer. O Brasil já realiza procedimentos via rede privada e estudos públicos pioneiros, mas a terapia ainda é considerada de alto custo.



