Saneamento básico e o combate à poluição: relação essencial para o meio ambiente

Tratar 100% do esgoto da capital é apenas uma das diversas ações da Águas Guariroba para reduzir impactos ambientais

Filipi  Yamashita – Comemorado em 14 de agosto, o Dia do Combate à Poluição chama atenção para os efeitos da poluição do ar, da água e do solo na saúde da população e do meio ambiente. Em Campo Grande, a Águas Guariroba atua diariamente para evitar que esgoto, óleo de cozinha usado e outros resíduos comprometam os recursos naturais da cidade, combinando investimentos em infraestrutura de saneamento com projetos ambientais voltados à comunidade.

“Por meio de projetos ambientais, ações educativas e iniciativas de reaproveitamento de resíduos, nós atuamos para proteger a água, reduzir impactos ambientais e incentivar a participação da comunidade”, destaca Fernando Henrique Garayo, gerente de Meio Ambiente e Qualidade da concessionária.

Tratamento é ferramenta essencial

Um dos principais fatores de combate à poluição é o tratamento adequado do esgoto. Em Campo Grande, a Águas Guariroba opera duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e finaliza a implantação de uma terceira, garantindo mais de 103 milhões de litros de esgoto tratados por dia. O processo evita que efluentes sejam despejados sem tratamento em rios e córregos da cidade.

Como parte dessa estratégia, o programa Córrego Limpo, executado em parceria com a prefeitura municipal desde 2010, realiza, em média, 7.200 vistorias por ano e acompanha a situação de 21 córregos, a partir de 83 pontos de monitoramento distribuídos em nove microbacias de Campo Grande, além de fiscalizar ligações clandestinas de esgoto e revitalizar a sinalização em áreas próximas aos córregos.

Preservação de mananciais

O combate à poluição também passa pela proteção das fontes que abastecem a cidade. O Viveiro Isaac de Oliveira, da Águas Guariroba, já produziu e doou mais de 670 mil mudas de espécies nativas do Cerrado, destinadas a projetos de recuperação ambiental. Apenas no 1º semestre de 2026, cerca de 21 mil mudas foram doadas para diversas instituições.

A Área de Proteção Ambiental (APA) do Guariroba é um importante destino para essas plantas. Na região, encontra-se um importante manancial responsável por parte do abastecimento da cidade e, no local, já foram plantadas mais de 7 mil mudas, contribuindo para a proteção do solo, a manutenção da biodiversidade e a preservação das nascentes.

A concessionária também mantém parcerias com produtores rurais localizados nas áreas de mananciais, incentivando práticas de preservação ambiental e manejo sustentável das propriedades. Esse trabalho é complementado pelo Programa Bacia Monitorada, que acompanha de forma contínua as condições das bacias hidrográficas responsáveis pelo abastecimento de Campo Grande.

Vale ressaltar, ainda, que a Águas Guariroba utiliza energia proveniente de fontes renováveis em 100% do processo de captação de água. O impacto ambiental da medida equivale ao plantio de aproximadamente 5.560 árvores por ano, indicador que ajuda a dimensionar os benefícios ambientais gerados pela operação.

Resíduo que pode se tornar renda

Outra frente de combate à poluição é o descarte correto do óleo de cozinha usado. Desde 2011, o programa De Olho no Óleo incentiva a destinação adequada do resíduo, evitando que seja despejado em pias, ralos ou no solo. Um único litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água. Em 15 anos de atuação, a iniciativa já arrecadou mais de 67 mil litros de óleo, com apoio de parceiros e da comunidade.

Parte desse óleo alimenta o projeto Bolha de Sabão, voltado à capacitação de moradores de diversas comunidades, ensinando os participantes a transformar o resíduo em produtos de limpeza.

“Eu nem sabia que dava para fazer sabão com aquele óleo, mas as professoras ensinaram tudo. Aquele óleo que eu ia jogar fora virou sabão e pode virar renda também. Já pensei até em revender, para ajudar em casa, na minha família”, comenta Maria Auxiliadora de Salles, moradora do distrito de Anhanduí e participante da oficina.

Assim como Maria Auxiliadora, centenas de outras pessoas já aprenderam como transformar o óleo de cozinha usado em sabão para uso doméstico ou até geração de renda.

“Apenas nesse ano, o projeto alcançou 895 participantes e, ao longo de sua trajetória, mais de 1.800 pessoas foram impactadas, contribuindo diretamente na capacitação de alternativas para geração de renda dessas famílias”, pontua Jhonatan Passos, supervisor de Responsabilidade Social da Águas Guariroba.

Educação ambiental leva o tema às escolas

A conscientização da população também

é parte da estratégia de combate à poluição. Por meio do programa Sanear, a Águas Guariroba promove palestras e atividades educativas em escolas de Campo Grande. Ao longo de sua trajetória, iniciada em 2006, o programa já alcançou quase 210 mil alunos do ensino fundamental e cerca de 1.300 professores, ampliando o debate sobre saneamento e preservação ambiental dentro das salas de aula.

Com ações que envolvem tratamento de esgoto, preservação de mananciais, reaproveitamento de resíduos e educação ambiental, a Águas Guariroba reafirma, no Dia do Combate à Poluição, seu compromisso em proteger os recursos naturais e garantir mais qualidade de vida para os moradores de Campo Grande.

Transformação pelo saneamento

A Águas Guariroba integra a Aegea, empresa que, desde 2010, contribui para transformar a realidade do saneamento no Brasil. Responsável pelo atendimento de cerca de 39 milhões de pessoas, a companhia leva soluções adaptadas a cada território, gerando impactos que vão além dos serviços prestados.

A preservação do meio ambiente é parte central desse trabalho. A Aegea mantém compromisso com a preservação de ecossistemas e nascentes e com a recuperação e despoluição de mananciais, rios, lagos, lagoas e do oceano, já que o tratamento de esgoto devolve água limpa à natureza e protege a biodiversidade desses ecossistemas.

Em Mato Grosso do Sul, essa mesma lógica orienta a Águas Guariroba, responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário em Campo Grande, e a Ambiental MS Pantanal, que atua no interior do estado, para ampliar a coleta, o afastamento e o tratamento de esgoto em 68 municípios sul-mato-grossenses

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