Deputado federal, médico e presidente da Frente Parlamentar Evangélica em MS, Ovando participa de ato “Acorda Brasil”em Campo Grande e convoca eleitores a escolherem senadores livres de amarras
Fabíola Fraga – Campo Grande foi palco de mais uma mobilização da direita conservadora neste
fim de semana. Entre os manifestantes que ocuparam a Praça do Rádio Clube
estava o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), que discursou ao lado de
lideranças e reforçou críticas ao governo federal e à atuação do Judiciário.
Médico cardiologista, parlamentar em segundo mandato e presidente da Frente
Parlamentar Evangélica em Mato Grosso do Sul, Ovando afirmou que o país vive
um momento decisivo. “Nós estamos numa situação de reconstrução do país.
Precisamos estar atentos para aquilo que está acontecendo”, declarou durante o
ato.
A manifestação teve como alvos o presidente Lula e ministros do STF,
como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Também foi defendida a instalação de
uma CPMI para investigar denúncias envolvendo o Banco Master e possíveis
irregularidades no INSS.

Em seu discurso, Ovando resgatou episódios políticos do passado para alertar
sobre o que considera recorrência de escândalos. “Pelos frutos os conhecereis.
Não podemos esquecer o que já aconteceu neste país. O cidadão precisa ter
memória”, afirmou.
O ponto central da fala do deputado foi a importância da próxima eleição para o
Senado. Para ele, o equilíbrio entre os Poderes depende diretamente da
composição da Casa.
“A próxima eleição mais importante não será para presidente, será para senador.
Sem o Senado, esse país continuará no mesmo caminho”, disse. E acrescentou:
“Precisamos eleger senadores que não estejam comprometidos, que não tenham
penduricalhos judiciais, que possam enfrentar o STF quando for necessário,
dentro da Constituição.”
Ovando defendeu que o Senado exerça seu papel de contrapeso institucional,
reforçando o sistema de freios e contrapesos previsto na Carta Magna. “O Senado
precisa chamar o STF à responsabilidade quando houver excessos. Isso é
equilíbrio democrático”, pontuou.
Conhecido por sua atuação em defesa da vida, da família e de pautas
conservadoras, o deputado também imprimiu um tom espiritual ao encerramento
de sua fala. “Essa mudança começa dentro de nós, no nosso comportamento e na
nossa consciência. Precisamos votar com responsabilidade”, afirmou, concluindo
com uma bênção ao público presente.
Como médico, Ovando costuma associar sua visão política à ideia de diagnóstico
e tratamento institucional. “O Brasil precisa de diagnóstico correto e remédio
amargo quando necessário. Não podemos maquiar sintomas; precisamos tratar as
causas”, declarou.
A presença do parlamentar reforça seu posicionamento como uma das vozes
conservadoras mais equilibradas e ativas de Mato Grosso do Sul no Congresso
Nacional. Ao se somar à mobilização popular, Ovando sinaliza que pretende
manter o discurso firme em defesa do que chama de “resgate moral, institucional
e espiritual” do país.
O ato terminou sob aplausos e orações, consolidando um dia de forte mobilização
política na capital sul-mato-grossense.



