‘Ato político travestido de legalidade’, diz Ovando sobre STF enterrar CPMI do INSS

Midiamax – O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) manifestou oposição à decisão do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou o encerramento da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.

Para o parlamentar, a Corte excedeu suas competências constitucionais ao interromper o curso das investigações no Congresso Nacional.

“O Supremo Tribunal Federal mais uma vez ultrapassa sua função e intervém onde não deveria. Encerrar a CPI do INSS não é decisão técnica. É ato político travestido de legalidade”, afirmou Ovando.

O deputado sul-mato-grossense criticou o papel assumido pela cúpula do Judiciário no atual cenário institucional, sustentando que a medida impõe limites ao esclarecimento de fatos de interesse público.

Segundo o congressista, o desfecho do julgamento compromete a autonomia das casas legislativas.

“O ‘partido da toga’ agora define até onde a verdade pode chegar. Não se interrompe apenas uma investigação. Interrompe-se a transparência. Hoje é a CPMI. Amanhã, o próprio Parlamento”, declarou o parlamentar.

STF enterra CPMI

A manifestação do parlamentar ocorre após o plenário do STF formar maioria de 8 votos a 2, nesta quinta-feira (26), para derrubar a liminar do ministro André Mendonça.

O magistrado havia determinado, de forma individual, a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias, atendendo a um pedido do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Com a nova decisão, as atividades da CPMI devem ser encerradas oficialmente neste sábado (28).

O julgamento no Supremo foi marcado por críticas severas dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes quanto à conduta da comissão no manejo de dados sigilosos.

A investigação, iniciada em agosto de 2025, focava em descontos indevidos em aposentadorias e supostas ligações do Banco Master com concessões irregulares de empréstimos consignados.

No entanto, o vazamento de conversas íntimas do proprietário da instituição financeira, Daniel Vorcaro, cujos dados foram obtidos via quebra de sigilo autorizada pela Justiça, gerou forte desgaste institucional e foi classificado como “criminoso” e “abominável” por integrantes da Suprema Corte durante a votação.

Compartilhe:

Sobre Nós

Somos seu portal de notícias confiável e atualizado, trazendo as principais informações locais, nacionais e internacionais. Nossa equipe dedicada trabalha 24 horas por dia para oferecer jornalismo de qualidade, com credibilidade e imparcialidade.

© 2024 Todos Os Direitos Reservados – Gazeta Morena