Alta dos ovos pressiona alimentos e inflação

O aumento de 9,21% no preço da dúzia de ovos na capital paulista entre janeiro e fevereiro de 2026 reflete pressões simultâneas sobre oferta e demanda, dentro de um cenário de alimentos básicos com alta mais ampla, evidenciada pelo avanço de 4,55% no grupo no IPCA de fevereiro. A pressão sobre os ovos combina a expansão da demanda interna, impulsionada pelo chamado “boom das proteínas”, que levou o consumo por brasileiro a 287 unidades em 2025, alta de 6,7% sobre 2024 e de 33,4% desde 2015, segundo estimativas da ABPA, com a redução da oferta decorrente do aumento das exportações brasileiras, que restringe o volume disponível para o mercado doméstico.

Custos de produção elevados, especialmente ração e energia, sustentam a tendência de alta, tornando difícil uma acomodação rápida dos preços e mantendo a trajetória iniciada no final de 2025. No acumulado do primeiro bimestre, o preço médio passou de R$ 10,04 em dezembro de 2025 para R$ 10,44 em fevereiro de 2026, variação de 3,98%, indicando continuidade de ajuste em ritmo consistente com os fatores estruturais que atuam sobre o mercado.

Do ponto de vista inflacionário, a evolução do preço do ovo impacta diretamente famílias de menor renda, dada a relevância do item na cesta básica, afetando percepção de perda de poder de compra e pressionando a inflação de alimentos essenciais. Mesmo que o peso do item no índice geral seja limitado, o efeito sobre o orçamento doméstico é significativo, e movimentos desse tipo sinalizam pressões persistentes de custos e demanda que atingem de forma concreta o cotidiano das famílias e a dinâmica inflacionária em curso.

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