
O homem que matou Geovani Oliveira Pimentel (foto) a tiros, na manhã desta quinta-feira, dia 1º de janeiro, na Vila São Jorge da Lagoa, em Campo Grande, afirmou à Polícia Civil que agiu em legítima defesa, apesar de dizer que não conhecia a vítima e que o encontro entre os dois teria ocorrido de forma casual, no meio da rua.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Felipe Madeira, o suspeito relatou que teria sido agredido sem motivo aparente e que reagiu efetuando os disparos. Ele não apresentou uma motivação clara para o início da briga nem detalhou como a suposta agressão teria acontecido.
Segundo o site Campo Grande News, o homem foi localizado pelos policiais com lesões superficiais e caminhando mancando. O nome dele não foi divulgado, conforme procedimento adotado pela Polícia Civil durante a fase inicial das investigações.
Durante diligências na residência do assassino, os policiais apreenderam um revólver calibre 32, com três munições deflagradas, e uma espingarda calibre 22 sem numeração aparente.
Geovani foi baleado durante a discussão ocorrida na madrugada. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado à Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo médico apontou lesão traumática cerebral e choque hemorrágico como causa da morte.
A Vila São Jorge da Lagoa é conhecida pelo histórico de episódios violentos. A poucos metros do local do crime, na mesma rua, outro homicídio foi registrado em fevereiro de 2025. Na ocasião, Filipe de Augusto de Brito Correa, de 31 anos, foi morto a tiros dentro de uma oficina, em plena luz do dia.



