Neiba Ota – Cerca de 100 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Aracy Eudociak, no Bairro Tijuca, em Campo Grande, participaram de uma conversa com a juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, vice-presidente da Amamsul, durante mais uma ação do projeto Magistratura Vai à Escola, nesta manhã de quinta-feira.
A magistrada foi recebida pela diretora adjunta Maria Félix, professores e integrantes do projeto jurídico desenvolvido pela escola. Participaram alunos do primeiro, segundo e terceiro anos, que aproveitaram o encontro para tirar dúvidas sobre o Judiciário e temas presentes no cotidiano da sociedade.
Titular da 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande, juíza Tatiana foi questionada pelos estudantes sobre feminicídio, machismo e as causas da violência contra a mulher.
Ao falar sobre o tema, a magistrada destacou a importância da participação das novas gerações na mudança dessa realidade e incentivou os jovens a refletirem sobre comportamentos, relacionamentos e respeito às mulheres.
A conversa também abriu espaço para perguntas sobre a carreira na magistratura, Justiça e cidadania.
Mãe de duas adolescentes, juíza Tatiana encerrou o encontro com uma mensagem de esperança aos estudantes. Lembrou que dificuldades enfrentadas na juventude não precisam determinar toda uma trajetória e que sempre existe a possibilidade de recomeçar.
“Algo que aconteça hoje e que possa ser muito ruim, amanhã vocês têm a possibilidade de recomeçar, de ter um outro dia, uma nova chance. Vocês são jovens e sempre terão novas oportunidades, se buscarem”, afirmou.
Ao final, a vice-presidente da Amamsul elogiou a participação dos estudantes e o trabalho desenvolvido pela escola. “Adorei conversar com vocês. Achei vocês muito inteligentes, interessados e politizados. Os professores estão de parabéns”, disse.
O projeto Magistratura Vai à Escola aproxima magistrados de estudantes e abre espaço para o diálogo sobre Justiça, cidadania e temas presentes na realidade dos jovens.
Entre as escolas da Rede Estadual de Ensino atendidas pelo programa de prestação de serviços realizado por reeducandos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, 12 já receberam a visita de magistrados para um bate-papo com os estudantes.



