José Carlos Manhabusco – advogado -Instagram:@josecarlosmanhabusc
O assunto diz respeito aos que pregam inúmeros procedimentos e soluções nas esferas jurídica, política e executiva. Apresentam e apontam os mais diversos caminhos, como se isso fosse resolver todos os problemas da sociedade
Não é demais lembrar que caixão não tem gavetas. Ou seja, o exercício do poder é por tempo determinado, bem como o acúmulo de bens materiais não significa nada quando se passa desse para o outro plano.
Quem ocupa o poder deveria entender que tudo é passageiro, sendo que nada se leva desta vida, apenas a vida que se leva.
Discursos sobre melhorias na sociedade são apenas retóricas, cujo objetivo não atende ao interesse público.
É uma pena que o ser humano se transforma quando assume o poder. Com efeito, muitos esquecem até suas origens. Também não lembram dos que o ajudaram na difícil caminhada em direção ao poder.
O acúmulo de fortuna não significa nada em relação ao tempo que ficamos na terra. A busca incessante pela riqueza torna-se uma verdadeira doença e vício humanitário.
O ser humano deveria fazer mais, do que falar mais.
A nossa Constituição é conhecida como “Constituição Cidadã”.
“A Constituição de 1988 é chamada de Constituição Cidadã porque colocou o cidadão e os seus direitos fundamentais no centro da democracia brasileira. O termo foi popularizado por Ulysses Guimarães no dia da promulgação para destacar a ruptura com o período de autoritarismo”. (Fonte: Google, 08.10.2026, às 14h11min – IA).
A pergunta é: Será que de fato a nossa Constituição de 1988 é uma Constituição Cidadã?
A resposta está nas decisões dos poderes constituídos.
“Em 27 de novembro de 1985, por meio da emenda constitucional 26, foi convocada a Assembleia Nacional Constituinte com a finalidade de elaborar novo texto constitucional para expressar a realidade social pela qual passava o país, que vivia um processo de redemocratização após o término do regime militar. Datada de 5 de outubro de 1988, a Constituição inaugurou um novo arcabouço jurídico-institucional no país, com ampliação das liberdades civis e os direitos e garantias individuais”. (Fonte: Senado Federal).
A promessa era de ampliação das liberdades civil e os direitos e garantias individuais.
De fato, alguns direitos foram conquistados. Entretanto, na prática não está sendo bem assim.
A reflexão faz parte de uma vida de luta e de conquistas individuais, porém sempre com o auxílio e a ajuda de brilhantes serres humanos.
Apenas ter leis que consagram direitos não significa a verdadeira entrega do bem a quem de direito.
Diz o ditado: “Quem pode mais, chora menos”.
Os que possuem condições de lutar são os que detém o cabedal do poder e do bem material.
Assim, feliz daquele que faz parte desse universo




