Os estudantes da Escola Estadual Professora Joelina de Almeida Xavier, em Campo Grande, viveram uma experiência diferente durante mais uma edição do projeto Magistratura Vai à Escola.
Neiba Ota – O juiz Olivar Augusto Roberti Coneglian transformou o encontro em uma atividade muito participativa, com movimentação dos estudantes de suas cadeiras à frente do grupo. Alunos do 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental foram convidados a refletir sobre situações envolvendo bullying, agressões físicas, convivência e responsabilidade pelas próprias escolhas.
Em uma das dinâmicas, casos fictícios foram apresentados aos estudantes, que tiveram a oportunidade de analisar as situações, discutir diferentes pontos de vista e assumir, simbolicamente, o papel de quem precisava tomar uma decisão.
A proposta despertou a atenção das turmas e garantiu um encontro marcado por participação, interação e também momentos descontraídos.
Além das situações do cotidiano escolar, o magistrado conduziu reflexões sobre futuro, comportamento e consequências das escolhas feitas ainda na adolescência, mostrando aos jovens como atitudes aparentemente pequenas podem repercutir nos caminhos que serão construídos ao longo da vida.
A diretora-adjunta da escola, Vera Lúcia da Silva Mendes, agradeceu a presença do magistrado e destacou a importância desse diálogo em um momento de transição para muitos estudantes, também enfatizou a atuação do juiz em eleições que inclusive já trabalhou nessa unidade escolar em período eleitoral por três vezes. “Entre as preocupações dos adolescentes estão a chegada ao Ensino Médio, a possibilidade de mudança de escola e, para alguns, o desejo de encontrar as primeiras oportunidades de trabalho”, comentou a diretora-adjunta.

O encontro mostrou que aproximar a Justiça dos estudantes também significa abrir espaço para perguntas, dúvidas e reflexões sobre cidadania, responsabilidade e projeto de vida. “O Magistratura Vai à Escola aproxima magistrados e estudantes em conversas que ajudam a apresentar o funcionamento da Justiça de forma acessível e, principalmente, a discutir temas que fazem parte da realidade dos jovens”, explicou o juiz Olivar Coneglian.




