O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da HU Brasil, promoveu, em 17 de setembro, uma ação educativa em alusão ao Dia Mundial da Segurança do Paciente. A iniciativa, realizada pelo Setor de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente, levou informação a pacientes, acompanhantes e profissionais e criou um espaço de escuta para identificar percepções, sugestões e oportunidades de melhoria relacionadas à assistência.
Celebrado anualmente em 17 de setembro, o Dia Mundial da Segurança do Paciente é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltada à conscientização sobre a importância da redução de danos evitáveis na assistência à saúde e do envolvimento de pacientes, familiares, profissionais e instituições na construção de um cuidado mais seguro.
Em 2026, a campanha tem como tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis” (Safe care for noncommunicable diseases) e slogan “Cuidado seguro para toda a vida!” (Safe care for life!), com foco na segurança ao longo de todo o percurso de cuidado das pessoas que vivem com doenças não transmissíveis.
No Humap, a ação foi realizada em três pontos estratégicos da instituição: Recepção, Hemodiálise e Pulsoterapia. Cartazes e materiais educativos apresentaram informações sobre a campanha, as Metas de Segurança do Paciente e a atuação do Setor de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente.
Durante as abordagens na Hemodiálise e na Pulsoterapia, pacientes e profissionais receberam orientações sobre a importância da participação ativa do paciente na segurança do próprio cuidado, além de informações sobre comunicação de riscos, esclarecimento de dúvidas e identificação de situações que possam contribuir para a melhoria da assistência.
Espaço para ouvir quem vivencia o cuidado
Um dos destaques da iniciativa foi o cartaz interativo disponibilizado nos setores. Por meio de post-its, pacientes, acompanhantes e profissionais puderam registrar livremente elogios, sugestões, percepções e situações relacionadas à segurança e à qualidade do atendimento.
A proposta permitiu ampliar o caráter educativo da campanha e transformar a ação também em um momento de escuta. As manifestações registradas foram posteriormente recolhidas e analisadas pelo Setor de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente.
Entre os assuntos apontados pelos participantes estavam segurança medicamentosa, comunicação e orientação, acessibilidade, estrutura física, recursos assistenciais, tempo de atendimento e acolhimento.
Na Recepção, os registros apontaram percepções relacionadas à segurança no processo de cuidado e necessidades relacionadas ao cuidado e ao conforto durante a permanência na instituição.
Na Pulsoterapia, foram registradas manifestações positivas sobre o atendimento, além de oportunidades relacionadas à assistência, comunicação, identificação do paciente e administração segura de medicamentos.
Na Hemodiálise, os participantes destacaram questões relacionadas à acessibilidade, infraestrutura, orientação aos pacientes, tempo de atendimento, segurança ambiental e disponibilidade de recursos para a assistência. Também foram registrados elogios e manifestações de reconhecimento pelo cuidado recebido e pela atuação das equipes.
Segurança presente no cotidiano
As manifestações mostraram que a percepção sobre segurança do paciente vai além de protocolos e procedimentos. Para os participantes, o cuidado seguro também está relacionado a aspectos presentes no cotidiano do atendimento, como comunicação clara, orientação, acessibilidade, estrutura física, disponibilidade de recursos, tempo de atendimento e relação entre profissionais e usuários.
A ação também recebeu manifestações positivas, com participantes destacando a atenção, o acompanhamento, o tratamento e o trabalho desenvolvido pelas equipes do Humap.
Os registros coletados constituem uma fonte complementar de informação para a gestão e podem contribuir para a identificação de oportunidades de melhoria nos serviços, conforme análise dos setores responsáveis.
Ao promover informação e escuta, o Humap reforça a importância da participação de pacientes, acompanhantes e profissionais na construção de uma cultura de segurança. A iniciativa também evidencia que ouvir quem vivencia o cuidado diariamente é uma ferramenta importante para reconhecer boas práticas, identificar riscos e contribuir para o aprimoramento contínuo da assistência.




