Fábio Trad quer o Governo combatendo tragédias climáticas

Durante caminhada na Vila Popular, em Campo Grande, o candidato ao governo pela Coligação “Por um MS de Todos”, comentou os reflexos do temporal enfrentado pela capital do Estado nesta quinta-feira e o rastro de estragos e prejuízos deixados. Para ele, é preciso que a administração estadual assuma um papel de liderança frente às mudanças climáticas, coordenando ações preventivas, programas de obras de preparação das cidades e, com a mesma importância, um esquema de alertas e auxílio à população que de fato funcione.

Em entrevista à TV Morena, o candidato destacou que o Estado não pode se omitir ou repassar toda a responsabilidade das consequências dos temporais aos municípios. Para Trad, o Poder Executivo estadual deve assumir a liderança e a articulação de um plano de contingência abrangente, diante da ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos como  desta semana.

“O que aconteceu ontem em Campo Grande vai acontecer daqui para frente com frequência superior. E o Governo do Estado precisa agir. Não pode deixar apenas nas mãos dos municípios. Tem que coordenar, liderar, apresentando esse plano integrado com foco na prevenção das tragédias climáticas”, enfatizou.

Trad detalhou os pilares que considera essenciais para reestruturar as políticas públicas no estado:
‘Nós entendemos que o Governo de Mato Grosso do Sul precisa apresentar à população um plano integrado de adaptação climática com foco na prevenção de tragédias climáticas”, defendeu, alertando que é preciso adaptar as políticas públicas às mudanças em andamento em todo o mundo, relacionadas aos eventos climáticos.

“O que nós entendemos que se deva fazer: primeiro, mapear as zonas de risco. Nós temos que unificar, integrar e fortalecer as defesas civis e, sobretudo, investir em obras preventivas para que a população não sofra com esses cataclismos que serão, doravante, cada vez mais frequentes. E mais do que isso: é preciso aprimorar os alertas, para que a população não seja surpreendida”.

Com ventos de mais de 80 km, a tempestade de menos de meia hora em Campo Grande provocou estragos generalizados, com árvores caídas, desabamento de telhados, e fala de energia espalhada pela cidade, a ponto de suspender aulas para mais de cem mil alunos e impedir o funcionamento de comércios e outros estabelecimentos.

Segundo o candidato, a adaptação das políticas públicas é inevitável diante da nova realidade climática, e a prevenção deve ser o foco principal das ações governamentais para proteger as vidas e o patrimônio dos sul-mato-grossenses.

Fotos do Antônio Arguello

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