Ministério Público  monitora condições ambientais e ações de resgate no Rio da Prata

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim, acompanha pelo terceiro ano consecutivo o monitoramento das condições ambientais do Rio da Prata, no Município de Jardim, e apura as causas da crise hídrica e períodos de seca no curso d’água.

Instaurado em julho de 2024, o Inquérito Civil acompanha os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA), entidade que executa as ações de monitoramento ambiental e operações de realocações de espécimes da fauna aquática nos trechos afetados pela interrupção do fluxo hídrico.

Operação de 2026

Este ano, o IGMA comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada. De acordo com a entidade, foram identificados trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Peixes resgatados

Em operação realizada em setembro, diante do cenário emergencial, foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado. A ação resultou na translocação segura de mais de 200 exemplares de fauna aquática, incluindo lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, essa mesma operação realocou aproximadamente 1.421 peixes da fauna do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS reafirma seu compromisso com a preservação do meio ambiente e, em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça de Jardim, seguirá acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática, bem como aguardando a continuidade dos relatórios e demais informações técnicas produzidos pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim.

Texto: Isadora Leiria Mesquita

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