
Neiba Ota – A diretoria da Amamsul realizou, nesta segunda-feira (31), a primeira atividade do projeto Magistratura Vai à Escola, iniciativa que aproxima juízes e desembargadores de estudantes, professores e equipes pedagógicas da rede estadual de ensino. “Nesta ação, o diferencial é ouvir os adolescentes e jovens e tirar as suas dúvidas. Não é fazer uma palestra”, explicou o presidente da Amamsul, juiz Mário José Esbalqueiro Júnior.
A estreia foi na Escola Estadual Professora Delmira Ramos de Oliveira, no Bairro Coophavila, em Campo Grande. Representando a diretoria da Amamsul, juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, conversou com alunos e profissionais da escola sobre cidadania, direitos, deveres, educação e as consequências jurídicas de determinadas escolhas e condutas. “O Magistratura Vai à Escola pretende aproximar o Poder Judiciário da comunidade escolar e criar um espaço de conversa direta que pode influenciar positivamente o futuro dos adolescentes.”
A diretora da escola, Gigliola Aparecida Penazzo Vinci, agradeceu a presença do juiz e destacou a receptividade do encontro. Segundo ela, a comunidade escolar se sentiu muito acolhida com a visita. “Eles se sentiram muito acolhidos.”
Durante a conversa, professores apresentaram situações enfrentadas no cotidiano escolar. Entre elas, relataram casos de alunos que permanecem semanas sem frequentar as aulas, muitas vezes sem uma intervenção efetiva dos responsáveis, e questionaram quais consequências essa situação pode produzir do ponto de vista jurídico.
O magistrado Mário Esbalqueiro explicou que a educação básica é obrigatória e que pais ou responsáveis possuem o dever de garantir a frequência escolar dos filhos. Dependendo das circunstâncias e da persistência da omissão, a situação pode exigir a atuação da rede de proteção e gerar repercussões jurídicas. “Abandono”, destacou.
O encontro também abriu espaço para que os estudantes conhecessem melhor o funcionamento da Justiça e a profissão de magistrado, além de receberem orientações sobre responsabilidade, convivência social e a importância das escolhas feitas durante a adolescência.
Nesta terça-feira (1º), o projeto terá continuidade com a participação do juiz Jorge Tadashi Kuramoto, que estará, às 10h, na EE Padre Mário Blandino, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

Até o fim do período letivo, respeitando o calendário escolar e evitando datas próximas às avaliações, magistrados da Amamsul visitarão outras escolas estaduais. “Nesta primeira etapa, serão atendidas instituições de ensino que já mantêm contato com iniciativas sociais desenvolvidas pelo Judiciário por meio de projetos ligados ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira”, explicou o presidente da Amamsul




