Midiamax – A fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, foi encontrada morta em casa com uma perfuração, possivelmente de tiro, na segunda-feira (18). O marido dela, um cardiologista de 78 anos, disse que ouviu um tiro após tentar contato com a esposa e, em seguida, encontrou a mulher sem vida.
No fim da manhã, a PM (Polícia Militar) foi acionada por uma suspeita de suicídio. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o marido da vítima e equipes do Corpo de Bombeiros, que já haviam constatado o óbito.
Aos policiais, o médico disse que a esposa fez atividades de rotina matinal e, em determinado momento, foi para o andar superior da casa, onde está o quarto do casal.
Na ocasião, o médico estranhou a demora de Fabiola e decidiu subir para verificar a situação. Quando subiu, o médico contou ter encontrado a porta do quarto fechada. Ele bateu na porta, mas não foi respondido.
Em seguida, o cardiologista desceu até a cozinha e ligou para Fabiola, mas ela não atendeu. Pouco tempo depois, ele disse ter ouvido um disparo de arma de fogo e retornou ao andar superior, momento em que viu a porta do quarto aberta e a companheira caída ao chão. Ele não soube precisar o horário exato.
Caseiros acionaram a polícia
Segundo o registro policial, o médico acionou seu ex-caseiro, que chegou ao imóvel pelos fundos. Logo, ele e os atuais caseiros foram até o quarto e acionaram o 190.
Posteriormente, equipes da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) foram até o local, juntamente com a Perícia Criminal.
Após os trabalhos periciais na residência, os envolvidos foram encaminhados para a delegacia.
O médico cardiologista foi encaminhado para a especializada por outro crime.
“Neste primeiro momento, tudo está sendo apurado. Ele nega. Vão ser colhidos os depoimentos e, depois, a delegada responsável vai decidir quais encaminhamentos a autoridade policial considera, na sua ótica, que são os encaminhamentos corretos”, disse José.
A morte da fisioterapeuta foi lamentada pelo Crefito-13 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 13ª Região).
“A história não está fechada, ele está sendo preso por outro crime. Tinha algumas armas sem registro e estão sendo verificadas; algumas documentações estão sendo levadas para a delegacia. Vai ser analisada essa documentação, e eles [médico e testemunhas] serão ouvidos na delegacia. Mas não fechamos se foi suicídio ou feminicídio”, explicou a delegada adjunta da Deam, Analu Lacerda Ferraz.
Cardiologista nega ter matado companheira
Já o advogado José Belga Assis Trad, que está acompanhando o caso em defesa do médico neste momento, pontuou que o cardiologista nega ter matado Fabiola; no entanto, tudo está sendo apurado.




