Mato Grosso do Sul concentra mais de 10 mil casos – No Estado de Mato Grosso do Sul, foram registrados 10.199 casos de hepatites virais entre 2000 e 2024. No mesmo período, 986 pessoas morreram em decorrência da doença. A hepatite A lidera as notificações no estado, reforçando a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce.Com o foco de aumentar a identificação dos casos, o Ministério da Saúde intensificou a distribuição de testes rápidos. Até maio de 2026, Mato Grosso do Sul recebeu 60.000 testes para hepatite C.
“O aumento na distribuição de testes rápidos é um passo decisivo para mudar esse cenário. Quanto mais pessoas puderem fazer o exame, maiores serão as chances de descobrir a infecção antes que o fígado apresente danos irreversíveis. É importante que a população saiba que o teste está disponível gratuitamente no SUS. E caso a pessoa sinta qualquer um destes sintomas, como fadiga, febre, indisposição, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras, deve procurar um médico. O diagnóstico precoce ajuda na cura”, alerta a infectologista e consultora para Organização Nacional de Acreditação (ONA), Cláudia Vidal.
Transmissão – As formas de transmissão dependem do tipo de vírus. A principal causa da hepatite A é o consumo de água ou alimentos contaminados, especialmente em locais onde o saneamento básico é precário. Hepatites B e D podem ser transmitidas através do contato com sangue infectado, durante relações sexuais sem proteção e de mãe para filho durante a gravidez ou no parto.
Já a hepatite C é transmitida principalmente através do contato com sangue infectado, como ao compartilhar seringas, agulhas, lâminas de barbear e alicates de unha, bem como ao usar materiais não esterilizados em tatuagens e piercings.Embora existam diferenças entre as formas de transmissão, a especialista lembra que boa parte dos casos pode ser evitada com medidas simples. “A vacinação, o uso de preservativos, o não compartilhamento de objetos perfurocortantes e os cuidados com higiene e saneamento são estratégias fundamentais para reduzir novos casos. A informação continua sendo uma das principais ferramentas de prevenção”, afirma a Dra. Cláudia. |