A política de Mato Grosso do Sul vive uma semana de profunda tristeza com a perda de duas importantes lideranças públicas. Em menos de 24 horas, o Estado se despediu do ex-governador Marcelo Miranda e da ex-deputada estadual e ex-vereadora de Campo Grande, Grazielle Machado, nomes que marcaram diferentes gerações da vida política sul-mato-grossense.

Marcelo Miranda faleceu na terça-feira (23), aos 87 anos. Engenheiro de formação, foi um dos protagonistas da consolidação de Mato Grosso do Sul após a criação do Estado. Ex-prefeito de Campo Grande, senador da República e governador em dois mandatos, ajudou a estruturar a administração pública sul-mato-grossense, além de contribuir para importantes projetos de infraestrutura, energia e desenvolvimento regional. Em reconhecimento à sua trajetória, o Governo do Estado decretou luto oficial de três dias.

Já na madrugada desta quarta-feira (24), a política estadual recebeu a notícia da morte de Grazielle Machado, aos 45 anos. Filha do deputado estadual Londres Machado, Grazielle construiu sua própria história na vida pública. Publicitária e professora, foi eleita vereadora de Campo Grande por três mandatos consecutivos e, posteriormente, deputada estadual. Em 2014, destacou-se como uma das mulheres mais votadas para a Assembleia Legislativa. Atualmente, exercia função na Casa Civil do Governo do Estado.
As duas perdas provocaram manifestações de pesar de autoridades, lideranças políticas e instituições públicas. Enquanto Marcelo Miranda é lembrado por sua participação decisiva na construção administrativa e política do Estado, Grazielle Machado deixa como legado sua atuação em defesa da representatividade feminina e sua presença marcante nos debates legislativos.
O momento é de reflexão para a sociedade sul-mato-grossense. Embora pertencentes a gerações diferentes, Marcelo Miranda e Grazielle Machado dedicaram parte significativa de suas vidas ao serviço público, contribuindo para o fortalecimento das instituições democráticas e para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Suas trajetórias permanecem registradas na história política do Estado e na memória daqueles que acompanharam suas atuações.




