
Parlamentar diz que é um absurdo elevsr o valor da tarifa para R$ 7,79
O vereador Veterinário Francisco Gonçalves (União Brasil) reafirmou nesta terça-feira (26) posicionamento contrário ao reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo de Campo Grande para R$ 7,79, conforme solicitado pelo Consórcio Guaicurus. O parlamentar declarou apoio ao parecer do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que também se manifestou contra o aumento pretendido pela concessionária responsável pelo transporte público da Capital.
Segundo o vereador, o momento exige responsabilidade com os recursos públicos e atenção ao impacto que a medida pode gerar para a população. “Estou com o Ministério Público. O que o Ministério Público falar, eu assino embaixo. Sou contrário ao aumento”, afirmou Veterinário Francisco ao comentar a nova investida do Consórcio para elevar a tarifa técnica.
A discussão voltou ao centro do debate após os advogados da concessionária protocolarem novo pedido judicial defendendo a aplicação imediata da tarifa de R$ 7,79. Atualmente, os passageiros pagam R$ 4,95 pela passagem, enquanto a diferença é subsidiada pela Prefeitura Municipal. Caso o reajuste seja concedido, o Executivo teria de desembolsar cerca de R$ 45 milhões adicionais para manter o sistema funcionando.
Na petição apresentada à Justiça, o Consórcio Guaicurus alegou risco de paralisação das atividades por falta de recursos, citando dificuldades financeiras enfrentadas no fim de 2025 e o atual processo administrativo de intervenção instaurado pelo município. A defesa da empresa sustenta que a demora na definição da tarifa pode comprometer a continuidade do serviço de transporte coletivo na Capital.
Por outro lado, a Prefeitura de Campo Grande argumenta que uma perícia realizada em outro processo apontou que a tarifa adequada seria de R$ 6,63, valor próximo aos atuais R$ 6,57 recebidos pelo Consórcio por passageiro transportado. O município também destacou que somente em 2025 a concessionária recebeu aproximadamente R$ 60 milhões em benefícios, entre isenções fiscais, subvenções tarifárias e pagamento de gratuidades custeadas pelo poder público.
O Ministério Público Estadual reforçou posição contrária ao reajuste solicitado. Em parecer encaminhado à Justiça, o procurador de Justiça Aroldo José de Lima alertou que a concessão da tarifa pleiteada pode resultar em “enriquecimento sem causa” dos empresários responsáveis pelo sistema de transporte coletivo de Campo Grande.




