A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro não é concessão. É imposição da realidade clínica.
Não se trata de política. Trata-se de limite biológico.
Falo como médico, com mais de 50 anos à beira do leito, e como parlamentar que não se curva ao espetáculo dos chamados paladinos da justiça, muitos deles integrantes do já conhecido partido togado.
Um paciente que exige acompanhamento contínuo não pode permanecer em ambiente prisional.
O cárcere impõe instabilidade, estresse e limita resposta médica. Isso não é narrativa. É medicina.
Aqui não cabe ideologia.Cabe ciência.
Insistir nisso é transformar rigor em crueldade.
É negligência travestida de justiça.
A prisão domiciliar é o mínimo necessário.
E não pode ser tratada como medida provisória quando o quadro clínico exige cuidado contínuo.
O restante é discurso.
Existe um limite que nem o poder, nem a caneta, nem a pressão política conseguem ultrapassar: o limite da saúde.

Dr. Luiz Ovando (PP/MS)
Deputado Federal | Médico Cardiologista



