
Campo Grande é a única entre as capitais que ainda não dispõe de um Hospital Veterinário Municipal, de acordo com informações do veterinário e vereador Francisco Gonçalves (Federação União Progressista). Essa lacuna na infraestrutura urbana não representa apenas um atraso administrativo, mas um desafio crítico para a saúde pública e para a proteção da fauna doméstica na “Cidade Morena”.
Enquanto outras capitais já consolidaram redes de atendimento gratuito para animais de famílias de baixa renda, a capital sul-mato-grossense ainda depende de parcerias limitadas ou do atendimento em clínicas particulares, cujo custo é proibitivo para boa parte da população. A ausência de uma unidade pública centralizada dificulta o controle de zoonoses — doenças transmitidas entre animais e humanos — e sobrecarrega as ONGs e protetores independentes, que hoje assumem uma responsabilidade que deveria ser do Estado.
A implementação de um Hospital Veterinário Municipal permitiria oferecer serviços essenciais, como consultas, cirurgias de urgência, exames laboratoriais e castrações em larga escala. Mais do que uma questão de cuidado com os pets, trata-se de uma política de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental, garantindo uma cidade mais segura e acolhedora para todos os seus habitantes.




