Concen-MS orienta consumidores sobre falta de energia no período chuvoso

Com o excesso de chuvas em Mato Grosso do Sul e os eventos climáticos mais intensos, o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS) tem reforçado orientações aos consumidores sobre como proceder em casos de interrupção ou oscilação no fornecimento de energia elétrica.


Durante entrevista ao programa Giro Estadual de Notícias, do Grupo A Crítica, nesta quarta-feira (25), a presidente do Conselho, Rosimeire Costa, destacou que o primeiro passo ao ficar sem energia é acionar formalmente a concessionária. “Não basta saber que o vizinho também está sem luz. Cada unidade consumidora precisa registrar sua própria ocorrência. É isso que aciona o sistema e permite a atuação da empresa”, afirmou.


Segundo ela, o contato pode ser feito pelo aplicativo Energisa On ou pelo telefone 0800 722 7272. O registro gera protocolo, documento essencial caso o atendimento demore além do prazo esperado ou seja necessário recorrer à instância regulatória.


Rosimeire explicou que, em regiões rurais e no Pantanal, a extensão da rede e as longas distâncias entre propriedades tornam o atendimento mais complexo. “Estamos falando de áreas muito extensas, algumas delas alagadas. Primeiro vão os chamados ‘batedores’, que identificam onde está o problema. Só depois é deslocada a equipe adequada para resolver a ocorrência”, detalhou.


A presidente também alertou que muitos consumidores deixam de comunicar formalmente a falta de energia por acreditar que outro morador já tenha feito o chamado. “O que importa é a sua unidade consumidora. Se você não registra, o sistema não reconhece aquela ocorrência individualmente”, reforçou.


Além do registro imediato, o Conselho orienta que o consumidor guarde o número de protocolo. Caso o prazo regulamentar seja ultrapassado sem solução, é possível procurar o Conselho por meio do canal “Fale Conosco” no site do Concen-MS, informando o número do atendimento realizado junto à Concessionária.


Rosimeire destacou ainda que o período chuvoso, embora positivo para os reservatórios e para o equilíbrio do sistema elétrico no período seco, traz maior incidência de quedas de árvores e danos à rede, especialmente no meio rural. Ela lembrou que a manutenção preventiva da vegetação sob a rede também exige colaboração dos proprietários rurais.


Outro ponto abordado foi o Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC), que mede a percepção dos usuários sobre qualidade do serviço. “Quando o consumidor é entrevistado, é importante responder com responsabilidade. A qualidade apurada influencia o resultado regulatório”, explicou.

Por fim, a presidente reforçou que o canal da Agência Nacional de Energia Elétrica, o 167, deve ser acionado apenas após o registro e tentativa de solução junto à Concessionária. “Primeiro a empresa precisa ser comunicada. O protocolo é fundamental. A partir daí, se não houver solução, existem os demais caminhos regulatórios”, concluiu.

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