Fevereiro e a saúde do coração: entenda os sinais de alerta para doenças cardiovasculares  

São Paulo, janeiro de 2026 –  Embora o calendário oficial brasileiro de campanhas de saúde destaque o Fevereiro Roxo (Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia) e o Fevereiro Laranja (Leucemia), o mês também é marcado por iniciativas voltadas à saúde do coração, especialmente à conscientização sobre as doenças cardiovasculares em mulheres. Um exemplo é a campanha global Go Red For Women, liderada pela American Heart Association, que ocorre no início de fevereiro e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. 

As doenças cardiovasculares permanecem entre as principais causas de morte no Brasil, atrás apenas das doenças oncológicas, segundo dados consolidados de entidades de saúde. Nesse contexto, ações de conscientização ao longo de fevereiro contribuem para ampliar o debate sobre fatores de risco, sintomas e cuidados contínuos com a saúde do coração. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças do coração e da circulação são responsáveis por cerca de 400 mil mortes por ano no país, o que representa aproximadamente 30% de todos os óbitos registrados. Na prática, são mais de mil mortes por dia, muitas delas evitáveis com informação, acompanhamento médico regular e mudanças no estilo de vida. 

Para o cardiologista Carlos Gun, professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro (Unisa) e diretor da Divisão de Ensino e Científica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia — um dos principais centros de referência em cardiologia do país —, o desconhecimento dos sintomas iniciais ainda é um dos maiores entraves para o tratamento eficaz. “Muitos pacientes associam os problemas cardíacos apenas à dor intensa no peito, mas os sinais podem ser mais sutis e, justamente por isso, acabam sendo ignorados”, alerta o médico. 

Segundo o especialista, alguns sintomas exigem atenção imediata e não devem ser subestimados. “Dor ou pressão no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, falta de ar repentina, cansaço fora do habitual, tontura, suor frio e náuseas são sinais clássicos de alerta”, explica Gun. 

Carlos Gun chama atenção ainda para manifestações menos evidentes, especialmente em alguns grupos. “Mulheres, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, podem apresentar sintomas atípicos. Desconforto abdominal, dor nas costas ou uma fadiga intensa e súbita podem indicar um evento cardiovascular”, afirma Dr. Carlos. 

Além do reconhecimento precoce dos sinais, o cardiologista reforça que a prevenção contínua é decisiva para reduzir os riscos. “Controlar a pressão arterial, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, não fumar e realizar check-ups periódicos são medidas simples, mas extremamente eficazes para a saúde do coração”, orienta o cardiologista. 

Carlos Gun é médico cardiologista, Doutor em Cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP), professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro (Unisa) e diretor da Divisão de Ensino e Científica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, com atuação focada em pesquisa clínica e prevenção de doenças cardiovasculares. 

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