A importância de profissionais de Medicina receberem suporte psicológico

Tempo de respiro e acompanhamento com psicólogos são essenciais na rotina dos médicos

Por Luiza Fruet

Rotinas agitadas, plantões, pressão constante e ter que lidar com situações de vida ou morte. Esse é um pequeno resumo do dia a dia dos médicos brasileiros. Com toda essa sobrecarga física e emocional, muitos profissionais acabam não cuidando da própria saúde e nem tendo um tempo de respiro. Isso resulta em cansaço, estresse, ansiedade e falta de vontade em realizar exercícios físicos ou atividades de interesse pessoal, por exemplo. E todos esses problemas podem influenciar na qualidade de atendimento ao paciente. 

Iana Sales, gerente nacional dos cursos de Medicina da Ser Educacional, mantenedora da UNINASSAU, explica a importância de os profissionais receberem suporte psicológico regular. “Os médicos lidam diretamente com a vida humana, uma responsabilidade imensa. E se a saúde mental não estiver em dia, isso pode resultar em menos foco, dificuldades na tomada de decisões e possíveis erros, afetando a segurança do paciente. Para cuidar do outro, precisamos, primeiramente, cuidar de nós mesmos”. 

Em relação à psicoterapia, Márcia Karine Monteiro, psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU Recife, explica que esse recurso não deve ser visto como uma última opção em casos de necessidade, mas como uma ferramenta de manutenção e prevenção. “É o espaço onde o médico deixa de ser o cuidador para ser cuidado. É a oportunidade de ele processar os traumas do cotidiano e reencontrar o equilíbrio necessário para exercer bem sua vocação”. 

“Precisamos ver o suporte psicológico como uma estratégia de carreira e saúde. Por meio dele, é possível identificar possíveis gatilhos e alertas que indicam cansaço mental, procurando maneiras de cuidar do bem-estar desse médico”, conclui Márcia. 

Assistência para estudantes de Medicina 

Pensando no bem-estar dos futuros médicos, a UNINASSAU oferece núcleo de apoio e saúde integral durante o período de internato. Os alunos do curso de Medicina da Instituição de Ensino Superior recebem assistência de psicólogos e psiquiatras, tendo acompanhamento individual ou em grupo. 

“Esse é um diferencial de grande importância e impacto para os estudantes da graduação. Receber esse acompanhamento desde cedo ajuda na formação de profissionais com uma saúde mental mais preparada para as situações clínicas, além de se tornarem mais empáticos, humanos e confiantes. Em um mundo cada vez mais tecnológico, não podemos perder de vista que as relações humanas são o pilar central da formação médica”, comenta Iana.

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