Condenação de 44 anos por homicídio e tortura

O Tribunal do Júri de Mundo Novo condenou, nesta quarta-feira (26), um casal pelo assassinato brutal a uma pessoa em situação de rua conhecido na cidade. O crime, ocorrido em março de 2024, causou grande comoção e mobilizou a comunidade local desde as primeiras horas da investigação.

Após um dia completo de julgamento, que se iniciou logo cedo e se encerrou com a tese do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), representada pela 2ª Promotoria de Justiça de Mundo Novo, prevalecendo em sua quase totalidade, resultou na condenação por homicídio duplamente qualificado – por meio cruel e mediante dissimulação, para um dos réus, e homicídio qualificado pelo meio cruel para o outro.

Ambos foram condenados pelo crime de tortura. A ré recebeu a pena de 26 anos e 7 meses, enquanto o outro réu foi condenado a 18 anos, totalizando 44 anos e 7 meses de pena somada. O julgamento mobilizou toda a cidade, fazendo com que o plenário do Tribunal do Júri ficasse lotado até o final da sessão, próximo à meia-noite.

A sessão, presidida pela juíza Mayara Luiza Schaefer Lermen, e com o Promotor de Justiça Paulo da Graça Riquelme de Macedo Júnior sustentando a denúncia, foi marcada pelos detalhados depoimentos do delegado e do investigador responsáveis, além da apresentação e análise de vídeos de câmeras de segurança e imagens do crime feitas pelos próprios acusados.

Eles narraram como a Polícia Civil, em um trabalho de menos de seis horas, utilizou câmeras de segurança, laudos periciais e testemunhos para identificar e prender o casal em flagrante. A celeridade e a precisão da investigação garantiram que a prova técnica e testemunhal fosse robusta o suficiente para o convencimento dos jurados.

Entenda o caso

Segundo o Promotor de Justiça, o crime, ocorrido na madrugada de 17 de março de 2024, revelou um alto grau de barbárie. De acordo com o que foi apurado, o casal atraiu a vítima, oferecendo-lhe carona, e a levou a uma estrada vicinal próxima à fronteira com o Paraguai. Lá, o morador de rua foi submetido a tortura física e psicológica antes de ser executado.

O corpo apresentava sinais de espancamento e foi atingido por cerca de 14 golpes de faca, principalmente na região do tórax e do pescoço, levando ao esgorjamento e à morte. Para o Promotor de Justiça, a sentença representa uma resposta firme da Justiça contra a violência e a crueldade, reafirmando o papel do MPMS na defesa da vida e da segurança pública.

Alessandra Frazão 

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